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5 erros comuns de iniciantes em otimização de conversão

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Por Ana Catarina Cizilio

Devido a crise de Covid-19 no Brasil, com fechamentos e nenhuma previsibilidade, muitos negócios estão se vendo forçados a crescer rapidamente no digital. O dólar alto, a mídia cara, chegou a hora de aprender como fazer mais com menos e focar no público que está no seu site. 

A cultura da otimização de conversão e experimentação tem crescido no Brasil nesses últimos anos e reunimos aqui alguns erros principais de quem está começando a atuar na área.

1. Gastar tempo com testes de cores de botões

É comum vermos estudos do Google mostrando testes a/b que foram feitos para identificar “qual o melhor tom de azul” faz com que usuários cliquem mais nos resultados de busca. Mas é um erro gastar tempo demais nisso, principalmente quando não somos o Google.

Cores de botões são sim importantes para a conversão, principalmente em usabilidade: ele deve estar visível e se destacar de outros pontos da sua interface. Porém, testes de cores de botões são nada estratégicos – qual a diferença para o usuário se o botão de comprar é vermelho ou verde? 

Concentre seus esforços e seus recursos em itens que de fato podem comprometer sua conversão: copywriting, personalizações, imagens, vídeos, ordem dos conteúdos, selos, etc.

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Courtesy of CRO Memes: https://cromemes.com/nggallery/image/30042021084941/

2. Aplicar “melhores práticas” sem teste

Ao adentrar a área de CRO, somos bombardeados com cases de sucesso e vários resultados de teste com mudanças “simples” e resultados gigantescos. 

É comum que muitos iniciantes acreditem que para obter retorno rápido, basta aplicar essas mudanças e os resultados serão parecidos – mas na esmagadora maioria das vezes não.

Ignorar os diagnósticos e todo o aprofundamento de research necessário para formular novas hipóteses não faz parte do CRO – copiar um elemento do seu concorrente só porque funcionou pra ele, não quer dizer que você terá o mesmo retorno. 

Lembre-se sempre que cada empresa possui um perfil de público específico, fontes de tráfego específicas, propostas de valor diferentes, dentre vários outros fatores que afetam diretamente a conversão e, consequentemente, o resultado de qualquer teste.

Sinta-se livre para se inspirar em testes a/b do mercado, mas não aplique nenhuma mudança sem testar antes 🙂

3. Não se preocupar com significância estatística

O conceito pode ser complicado no início, mas é muito importante se preocupar com ele – caso contrário, você pode estar tomando decisões para o seu negócio que podem gerar prejuízos.

Em geral, consideramos 95% de significância estatística um bom percentual para o resultado final do teste. Isso significa que somente 5% das amostras podem estar fora do seu intervalo de confiança (conversão observada considerando a margem de erro).

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Tudo isso para responder à uma principal questão: qual risco você está disposto a assumir de que o teste, ao ser aplicado, possa não converter exatamente como foi no teste?

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4. Não ouvir seus usuários

É comum quebrarmos a cabeça tentando entender o que uma alta taxa de rejeição significa, porque determinado elemento que não é clicável está recebendo cliques…

A melhor forma de entender o comportamento do seu usuário é observando-o e lhe fazendo perguntas. Em vez de perder tempo para tentar descobrir o que certos dados querem dizer, invista em testes de usabilidade, entrevistas e pesquisas qualitativas – elas reforçarão sua hipótese e podem te ajudar a explorar várias alternativas.

5. Não priorizar suas hipóteses

Independentemente de como é o processo de CRO da empresa que você atua, é importante priorizar suas hipóteses. 

É muito comum que iniciantes pensem que mudanças maiores (como re-estruturar uma landing page do zero) podem trazer resultados mais rápidos (e de fato, é uma possibilidade). Porém, você pode estar perdendo várias mudanças pequenas, fáceis de aplicar no desenvolvimento e que levarão aos maiores resultados financeiros.

Procure utilizar o ICE score para te ajudar nisso!


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